Saúde

  • 02/02/2018

    Assédio moral é prejudicial à saúde. Denuncie

    Contraf-CUT publicou um boletim sobre o problema que é tão recorrente no sistema financeiro.



    O mercado de trabalho sempre foi conhecido como um ambiente de alto índice de competitividade e hostilidade. Em tempos de crise, quando a oferta de serviço cresce no mercado, este cenário é potencializado. E quem mais sofre com isso é o trabalhador, já que o assédio moral também aumenta.

    Pesquisa divulgada recentemente pela agência de empregos Vagas.com mostra que 52% dos entrevistados disseram ter sofrido algum tipo de assédio, sendo, 84% desses casos praticados pelos chefes das vítimas ou por alguém que possuía um cargo maior. Ainda segundo a pesquisa, 87,5% dos entrevistados relataram não denunciarem esses atos pelo medo de sofrerem represálias e, principalmente, perder o emprego. E mais, aqueles que disseram denunciar o assédio moral, 74,6% afirmou que os agressores continuaram na empresa mesmo após a denúncia e não foram punidos.

    Os números são ainda piores numa pesquisa realizada com 5.151 pessoas na América Latina, que revelou que, em 2016, 55% já presenciaram ou sofreram algum tipo de discriminação ou assédio no ambiente de trabalho. Os resultados também apontam que metade dos entrevistados (50%) já sofreram desigualdade no trabalho, tanto em relação ao gênero, raça ou orientação sexual. 
    Os dados foram coletados pela Workana, plataforma de trabalho freelancer com atuação em toda a América Latina. Segundo a pesquisa, 74% das entrevistadas do sexo feminino afirmam terem sofrido algum tipo de discriminação ou assédio.

    A Contraf-CUT reforça a importância da denúncia. “Precisamos falar e denunciar as práticas de assédio moral dentro dos bancos e não aceitar como algo natural ou que faz parte das relações e organização do trabalho. Só assim poderemos acabar com essa prática que faz tão mal à saúde dos trabalhadores”, reforça Walcir Previtale, secretário de Saúde da Contraf-CUT. “O assédio moral é um problema que distorce as relações de trabalho e transforma o ambiente de trabalho em um ambiente adoecedor. Alguém que vive o assédio moral pode desenvolver problemas de saúde, como a Síndrome do Pânico, Síndrome de Burnout, depressão, estresse emocional, levando até mesmo, ao suicídio”, completa.

    A Contraf-CUT publicou um boletim sobre o problema que é tão recorrente no sistema financeiro. Confira:

    Contraf-CUT