Santander

  • 20/11/2017

    Sindicato se reúne com Santander

    Após paralisação, banco agendou reunião para debater denúncias de falta de funcionários nas agências

    Após paralisação da agência e do prédio administrativo e operacional do Santander, realizada no dia 08 de novembro pelo Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região, a direção do banco recebeu os dirigentes sindicais para uma reunião no último dia 14. Desde o mês de outubro, o Sindicato vinha recebendo inúmeras reclamações de falta de funcionários nas agências, péssimas condições de trabalho e assédio moral.

    Segundo os relatos, após a mudança da folha de pagamento da Prefeitura de Curitiba do Santander para a Caixa Econômica, o banco impôs aos funcionários uma estratégia agressiva com o objetivo de retenção dos clientes. “Em um esforço desesperado, os bancários foram orientados a ir para rua atrás dos clientes e a cometerem, inclusive, ações eticamente questionáveis”, relata Denner Halama, dirigente sindical.

    Com a saída dos funcionários para a realização de trabalho externo, as condições de atendimento nas agências pioraram drasticamente. Além da redução do quadro nas unidades, alguns bancários passaram a ter que trabalhar cada dia em um local ou bairro diferente, abordando clientes de todas as formas, entre outras situações inadequadas e consideradas humilhantes.

    Na reunião, os representantes dos trabalhadores – Elias Jordão, presidente do Sindicato, Karla Huning, secretária-geral, Denner Halama e Genesio Cardoso – relataram à superintendente da Rede Curitiba/Joinville Marilize Ferrazza os detalhes das denúncias recebidas e cobraram melhorias nas condições de trabalho dos funcionários. Também participaram da reunião a superintendente de Relações Sindicais do Santander, Fabiana Silva Ribeiro, e a gerente de RH Vanessa Cristina Monti.

    A superintendente Marilize Ferrazza justificou que a estratégia que vem sendo imposta aos funcionários é necessária para a manutenção do atual número de agências e bancários na capital, mas que, a partir de novembro, as movimentações devem reduzir, assim como a trabalho de retenção de clientes. Ela também reconheceu que o ritmo de trabalho imposto e as cobranças estavam muito fortes.

    "É questionável o Santander orientar seus funcionários a se tornarem procuradores dos clientes para incrementar negócios do próprio banco. Na reunião, pedimos o fim das procurações, mas o banco negou, apenas afirmou que seriam em números menores", resume Genesio Cardoso. 

    “Durante a reunião, ficou clara a forma de gestão agressiva e autoritária adotada pela superintendente, bem como o motivo de tantos bancários reclamando de assédio e de falta de condições de trabalho. Para ela, a empresa é o maior patrimônio do Santander, quando nós sabemos que o mais valioso são os funcionários, pois são eles que produzem”, resume Denner Halama. Apesar das dificuldades de negociação, ficou acordado que o Sindicato visitará as unidades para verificar as condições de trabalho e atendimento.

    Bancário, denuncie!
    O Sindicato solicita aos bancários do Santander que informem os dirigentes sindicais sobre as condições de trabalho nas agências e, se necessário, denunciem as irregularidades.

    Renata Ortega SEEB Curitiba