Santander

  • 03/09/2018

    Bancários do Santander conquistam renovação do ACT

    Acordo garantiu ainda melhorias em algumas cláusulas, como afastamento e alta da previdência.


    Foto: Contraf-CUT

    Os bancários do Santander conquistaram a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT 2018-2020), na última sexta-feira, 31 de agosto, em São Paulo. A reunião entre a Comissão de Organização dos Empregados (COE/Santander) e os representantes do banco garantiu a manutenção do ACT passado, bem como a melhora de algumas cláusulas.

    Vale destacar a cláusula chamada de Afastamento e Alta da Previdência Social, que trata do adiantamento emergencial ao trabalhador que recebe avaliação como inapto ao trabalho pelo médico do banco, enquanto aguarda a realização de nova perícia no INSS. Se o INSS não conceder o benefício, o trabalhador não sofrerá o desconto deste adiantamento.

    O ACT ainda mantém cláusulas importantes como as que tratam das Bolsas Auxílio Estudo para a primeira graduação e primeira pós-graduação, licença não remunerada de 30 dias para acompanhamento de casos de saúde e licença adoção, entre outras. 
    Foram mantidos também o Comitê de Relações Trabalhistas (CRT) e o Fórum de Saúde, reuniões permanentes com o banco para discutir os problemas da categoria. Foi compromissado inclusive que a primeira reunião do Forum de Saúde será ainda em setembro. O Santander também assinou um acordo de atual prorrogação do ACT 2016-2018, que venceu na sexta-feira (31), até o dia 13 de setembro, uma vez que já não há o instituto da ultratividade.

    A Contraf-CUT orienta a aprovação do ACT em assembleias que deverão se realizadas até o dia 11 de setembro. “Nesta conjuntura de extrema dificuldade, com ataques aos direitos dos trabalhadores, consideramos uma conquista a renovação do acordo, que foi fruto da organização e unidade dos Sindicatos e trabalhadores do Santander, demonstradas em diversas manifestações ocorridas durante o processo negocial”, afirmou Mario Raia, Secretário de Assuntos Sócio-Econômicos da Contraf-CUT.

    PPRS
    Foi discutido também o acordo de Programa de Participação nos Resultados Santander (PPRS) que garantiu, a título de remuneração variável, o valor mínimo de R$ 2.550,00 a todos os trabalhadores indistintamente a ser pago junto com a segunda parcela da PLR. O aumento para esse valor foi também uma grande conquista da categoria, pois inicialmente o Banco queria apenas aplicar o reajuste oferecido pela Fenaban.

    Cabesp e Banesprev
    Foram renovados os Termos de Compromisso Cabesp e Banesprev, assinados desde quando o Santander comprou o Banespa, mas cujo o tempo de validade inicialmente era de apenas 60 meses para o Banesprev e 18 meses para a Cabesp. 

    “Nós conquistamos o compromisso do banco de manter diálogo aberto, transparente e construtivo, priorizando o CRT, como meio permanente, na vigência do ACT, no que se refere ao estabelecimento de novas condições de trabalho, bem como nas eventuais alterações de práticas já existentes, a privilegiar o CRT como instrumento colegiado de diálogo para minimizar possíveis conflitos”, comemorou Maria Rosani, coordenadora do COE/Santander.

    Contraf-CUT