Financiários

  • 03/05/2018

    Começou hoje (03) a 3º Conferência Nacional dos Financiários

    Evento pretende ampliar o debate sobre o ramo financeiro e conjuntura socioeconômica e política.


    Fotos: Contraf-CUT

    Começou nesta quinta-feira, 03 de maio, a 3ª Conferência Nacional dos Financiários. O evento acontece na sede da Contraf-CUT, em São Paulo, e vai até amanhá (04), com o objetivo de ampliar o debate sobre o ramo financeiro e conjuntura socioeconômica e política do País. Com o tema “Unidade e Luta na Defesa dos Direitos”, a programação conta com painéis de discussão sobre emprego, dados da distribuição das financeiras e organização do ramo. Além de analisar a conjuntura do país e elaborar a Minuta de Reivindicações para 2018.

    “Estamos vivendo um cenário desafiador, que nos motiva a trabalhar a unidade. Essa é a primeira das 
    muitas conferências que ainda vamos realizar ao longo do ano. Vamos prezar pelo debate unitário para que consigamos o maior sucesso possível nas negociações, em todos os ramos do nosso macro setor, para que a gente possa trabalhar e vencer”, afirmou o secretário Geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga, que participou da abertura do evento.

    Para o coordenador do Coletivo dos Financiários, Jair Alves, o evento é importante para o crescimento do ramo. “A cada ano, percebemos que nosso debate está crescendo com o aprimoramento e crescimento do ramo. Precisamos defender os direitos que conquistamos e, mesmo sem a inclusão de novas cláusulas na minuta, teremos a possibilidade de sair daqui com vários encaminhamentos e iniciar a Campanha dos Financiários com antecedência”, afirmou.

    Para a diretora da Secretaria do Ramo Financeiro do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região, Katlin Salles, a Conferência deve traçar uma direção para a Campanha 2018. "Se os banqueiros estivessem dispostos a reconhecer que os trabalhadores são também responsáveis pelos lucros que crescem ano a ano, não precisaríamos de campanhas longas e exaustivas", afirma. "Por esse motivo devemos definir estratégias para fazer esse enfrentamento num processo coletivo de debates e mobilização", conclui. 

    Conjuntura
    Na sequência, a economista Regina Camargos, do Dieese, pontuou elementos da conjuntura econômica do país e como eles vão afetar as negociações dos financiários em 2018. “Mais do que nunca a organização do ramo financeiro vai ser de vital importância para que todos os trabalhadores possam resistir aos ataques e aos impactos em função dos desdobramentos da reforma sindical, travestida de Reforma Trabalhista”, explicou.

    De acordo com Regina, dizer que o país passa por um crescimento econômico é ilusão. “O INPC, por exemplo, está em queda livre e vamos fechar o ano abaixo da meta inflacionária, com a inflação abaixo de 4%. E o que poderia ser uma boa notícia para a população, mas as causas nessa queda são devido a uma recessão brutal do país. O PIB teve uma queda de 9%, que é um tombo, a pior recessão que o país viveu nas últimas décadas”, afirmou.

    Ela citou ainda a restrição do poder aquisitivo da população e o alto número de desemprego como fatores principais para a queda da inflação. “Desde a implantação da Reforma Trabalhista, em novembro de 2017, tivemos um aumento dos desligamentos de comum acordo, sendo mais de 11 mil em fevereiro . Os contratos parciais indicam crescimento, com a abertura de mais de 3 mil, uma precarização brutal. Já os contratos intermitentes não vingaram. A conclusão é de que os empregos que estão sendo criados são devido a informalidade, empregos sem carteira ou por conta própria”, concluiu.

    SEEB Curitiba, com informações da Contraf-CUT