Financiários

  • 30/05/2018

    Financiários: Negociação com a Fenacrefi cada vez mais difícil

    Na primeira reunião, representantes dos financiários defenderam manutenção de direitos conquistados.

    Foi realizada no dia 30 de maio a primeira negociação entre a Federação Interestadual das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Fenacrefi) e os representantes dos financiários. Além da ultratividade, foram debatidas as questões relativas à jornada de trabalho, os trabalhadores hipersuficientes, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), taxa negocial, homologação das demissões, cargos de confiança e a manutenção das cláusulas da atual Convenção Coletivo da Trabalho (CCT).

    “Todos os temas em negociação são pontos importantíssimo para a categoria. Por isso, precisamos de muita atenção e também compreensão destes assuntos”, afirma Katlin Salles, diretora do Ramo Financeiro do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região, que acompanha as negociações. “Nossa prioridade é garantir a manutenção de todas as cláusulas da atual CCT, sem exceção. Pois, todas elas foram conquistadas e exigiram muita luta do movimento sindical. Não vamos abrir mão!”, destaca.

    Jornada e remuneração
    “Os patrões querem discutir jornada de trabalho. Podemos debater, desde que eles estejam cientes que toda hora trabalhada será hora paga”, afirma a dirigente sindical. “É uma via de mão dupla. Se querem aumentar a carga horário, vamos ter que debater também remuneração, pois o piso salarial terá que subir”, acrescenta.

    Mobilização
    Katlin alerta toda a categoria que o momento é de informação e mobilização. “Com a campanha salarial em andamento, é imprescindível que os financiários se informem sobre as negociações com os patrões e estejam dispostos a se mobilizar”, explica. “Somente a unidade, a organização e ação da categoria vai garantir a manutenção dos direitos e os avanços”, conclui.

    Renata Ortega SEEB Curitiba