Financiários

  • 10/10/2018

    Financiários assinam acordo e garantem direitos

    Trabalhadores conquistam aumento real de 1,22% em 2018 e 1% em 2019.


    Foto: SEEB Curitiba

    O Comando Nacional dos Financiários, coordenado pela Contraf-CUT, assinou nesta terça-feira, 09 de outubro, a nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria. Aprovado pelos trabalhadores em assembleias realizadas em todo o País, o acordo garante reajuste de 3% sobre os salários, todos os direitos por dois anos e novas conquistas, como o parcelamento do adiantamento de férias.

    “O acordo foi positivo. A conjuntura está muito difícil para os trabalhadores. A maioria das categorias não está conseguindo obter aumento real e outras tantas está perdendo direitos, além da queda de 45% nas Convenções esse ano”, afirmou a presidenta da Contraf-CUT Juvandia Moreira.

    Para 2018, o reajuste corresponde à reposição da inflação 1,76% (INPC entre 1º de junho de 2017 e 31 de maio de 2018), mais 1,22% de aumento real. Para 2019, o acordo prevê a reposição da inflação mais aumento real de 1%. 
    Além de assegurar todas as cláusulas previstas na CCT, os financiários conquistaram o parcelamento de até três vezes do adiantamento de férias, que até então era descontado integralmente no mês posterior ao descanso.

    Avaliação
    "Toda conquista tem por trás um trabalho árduo e muita dedicação em busca de direitos para os trabalhadores. O nosso foco está em manter os direitos conquistados ao longo dos anos, visando sempre melhores condições de trabalho e remuneração justa para todos", explica Katlin Salles, secretária do Ramo Financeiro do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região.

    A dirigente explica que u
    ma das preocupação desta campanha salarial, antes mesmo de iniciar a mesa de negociação, era uma eventual perda de direitos. "Após o início das negociações, uma das preocupações também passou a ser a reivindicação da Fenacrefi para inclusão de uma cláusula que permitiria a jornada ao sábado, domingo e feriado sem a certeza que o trabalhador receberia a devida remuneração", acrescenta. "A manutenção dos direitos já conquistados, a conquista do aumento real e, sem dúvida, conseguir barrar essa cláusula foram avanços importantíssimo para a categoria", conclui. 

    Contraf-CUT