Geral

  • 05/12/2017

    Sindicato realiza ato no aeroporto contra reforma da previdência

    Dirigentes sindicais abordaram parlamentarem que embarcavam para Brasília

    Na manhã desta terça-feia, 05 de dezembro, o Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região realizou um ato no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, contra a Reforma da Previdência. O local foi escolhido para abordagem dos deputados federais que embarcam todas as terças para expediente em Brasília. "Nós estivemos hoje aqui para cobrar dos parlamentares seus posicionamentos e também dialogar com a população. Queremos reverter esse quadro de desmonte da previdência", esclarece Elias Jordão, presidente do Sindicato.


    Elias explicou que os dirigentes também fizeram uma panfletagem com a população que passava pelo local. "Nós entendemos que o recuo do governo na votação da reforma da previdência não foi somente pela unidade das centrais sindicais mas também porque o governo percebe que não está tendo quorum e votos suficientes para a aprovação dessa reforma", disse. 


    A data da mobilização coincide com o dia de greve anteriormente convocado pelas centrais sindicais, mas que foi suspenso, e mantido o estado de alerta, porque a câmara retirou a votação da pauta. "Entendemos que a retirada de pauta se deve à pressão e atuação dos movimentos sindicais para que o governo reveja sua posição. Caso o governo tente colocar em votação novamente, faremos mais pressão para que isso não aconteça", alertou Elias.

    Ainda nesta terça-feia, a partir das 17 horas, o Sindicato se somará ao ato dos movimentos sociais no centro de Curitiba, na Rua XV esquina com Monsenhor Celso, e convida os trabalhadores a participarem da mobilização contra os retrocessos. 

    Na segunda-feira, 4 de dezembro, a Agência Câmara de Notícias, portal oficial de informações da Câmara Federal, divulgou posicionamento do presidente da casa, deputado Rodrigo Maia, que reafirmou a intenção de votar ainda em 2017 as alterações na previdência. Paralelamente, o governo Temer gastou mais de R$ 90 milhões em recursos públicos na veiculação de campanha publicitária a favor da reforma da previdência, que dificulta o acesso à aposentadoria e reduz o valor dos benefícios, tornando quase impossível receber aposentadoria integral.   
    Paula Padilha SEEB Curitiba