Geral

  • 21/03/2018

    Definidos modelo e calendário de conferências dos bancários

    Definição garante debate das cláusulas da CCT que são afetadas pela nova legislação trabalhista

    O Comando Nacional dos Bancários se reuniu nesta terça-feira (20) em São Paulo, na sede da Confederação Nacional dos Bancários (Contraf-CUT) para debater e definir o modelo do programa e o calendário das Conferências e Encontros Estaduais, Regionais e Nacional dos Bancários.

    “A ideia e fazermos um grande debate nas conferências sobre a minuta de reivindicações da categoria e a Convenção Coletiva de Trabalho da categoria e os impactos da reforma trabalhista sobre elas”, explicou Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários. Ele explicou que a definição do calendário na reunião do Comando Nacional é importante para evitar sobreposição de datas e facilitar a assessoria e presença de técnicos e membros do Comando.

    Para contribuir com o debate, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) fez uma apresentação sobre os impactos da nova Lei Trabalhista (Lei 13.467/2016) à CCT dos bancários e ao acordo específico da Participação nos Lucros e Resultados (PLR). “Também apresentamos pontos que podem ser alterados pela MP 808/2017, mas ela sequer foi votada e o prazo para aprovação acaba em breve”, disse economista do Dieese Vivian Rodrigues. Segundo o Dieese, 61% da CCT dos Bancários é afetada pela nova Lei Trabalhista.

    Contribuição sindical
    O advogado Jefferson Oliveira, assessor jurídico da Contraf-CUT, informou que uma Portaria do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), publicada na sexta-feira (16), define que são válidas as decisões de assembleias autorizando o desconto em folha da contribuição sindical anual, correspondente a um dia de trabalho do salário de todos os trabalhadores da respectiva categoria e os bancos são obrigados a efetuar o desconto em folha de todos os empregados.

    Marielle
    O Comando Nacional também decidiu elaborar uma nota de repúdio à execução de Marielle Franco (PSOL-Rio de Janeiro), assim como às tentativas de difamação e de ataque à honra da vereadora.

    Contraf-CUT