Geral

  • 13/06/2018

    Bancários cobram reabertura da agências fechadas após ataques

    Reivindicação foi feita durante a Comissão Bipartite de Segurança Bancária.


    Foto: Contraf-CUT

    Os bancários cobraram a reabertura da agências fechadas após ataques na primeira reunião da Comissão Bipartite de Segurança Bancária do ano, realizada na terça-feira, 12 de junho, na sede da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). “Muitas agências, principalmente, as do interior, após a explosão por bandidos, não são mais reabertas pelos bancos. Um verdadeiro absurdo, pois acaba deixando a população desassistida de serviços bancários”, explicou Elias Jordão, coordenador do Coletivo Nacional de Segurança da Contraf-CUT e presidente do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região. 

    O representante da Fenaban afirmou em mesa que há muitas demandas judiciais sobre segurança bancária iniciadas pelos Sindicatos, o que impossibilita a viabilidade da mesa de segurança. A afirmação foi imediatamente questionada pelo secretário-geral da Contraf-CUT, Gustavo Tabatinga Jr.: “A Fenaban foge do debate de segurança bancária estabelecendo diversos impasses na negociação. O tempo não bate palmas para ninguém. A vida dos bancários e das pessoas não podem esperar mais até que os banqueiros implementem os itens de segurança nas agências. A segurança bancária é urgente”. 

    A Contraf-CUT propôs a assinatura de um ofício conjunto, a ser enviado para o presidente do Senado, favorável a aprovação do PL do Estatuto de segurança privada, como solução ao tema trazido pela Fenaban, que mais uma vez faltou com o compromisso com a vida das pessoas.

    Durante o encontro, o movimento sindical também deu continuidade às negociações sobre as alterações dos itens do artigo 33 e  31 da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que visam ampliar os direitos dos bancários vítimas de extorsão mediante sequestro. As alterações reivindicadas pelos representantes dos bancários exaltam a necessidade da inclusão do crime também nos itens A, B e D do artigo 33 e do 31 da CCT.

    Jordão reiterou à Fenaban a importância da mesa temática, por tratar justamente do bem mais valioso que temos, que é a vida dos bancários e clientes. “Por conta disso, cobramos também que os balanços dos bancos não privilegiem apenas altas despesas em Marketing e em Tecnologia, mas que passem também a investir mais em Segurança”, finalizou. 

    Contraf-CUT