Geral

  • 28/06/2018

    CNB 2018: Fenaban frustra primeira rodada de negociação

    Bancos não trouxeram resposta para pré-acordo que garantiria direitos. Próxima reunião será dia 12.

    Foto: Contraf-CUT

    Diante de um Comando Nacional dos Bancários formado por representantes que se deslocaram de todo o Brasil até São Paulo para a primeira rodada de negociação da Campanha Nacional 2018, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) frustrou os debates nesta quinta-feira, 28 de junho. 

    “Viemos para a mesa com disposição total de negociação e a expectativa de sair com um pré-acordo assinado, garantindo os direitos dos trabalhadores, como vales-refeição, alimentação, auxílio-creche/babá, mas isso foi frustrado pela postura dos bancos que não deram resposta nenhuma ao assunto”, critica a presidenta da Contraf-CUT, Juvandia Moreira, coordenadora do Comando.

    A dirigente destacou que, em anos anteriores, o pré-acordo que garantia a ultratividade sempre foi respeitado. Ele foi apresentado à Fenaban no dia da entrega da pauta, em 13 de junho. “Este ano sequer garantiram que isso será feito na próxima negociação. Reforçamos que essa é uma prioridade dos bancários”.

    Para o presidente do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região, Elias Jordão, a Fenaban iniciou as negociações mostrando que a preocupação da categoria com a validade da CCT até 31 de agosto é genuína. "Nesta primeira rodada, saímos frustrados com a não assinatura do pré-acordo, frustrados com a não apresentação de um calendário de negociações e frustrados com nenhuma proposta por parte deles. Não há dúvidas que teremos que estar unidos e mobilizados", resume. 

    A atual CCT e os direitos nela previstos têm validade somente até 31 de agosto, já que a data base da categoria é 01 de setembro. Por isso, a ultratividade é uma prioridade para a categoria, principalmente diante da vigência da legislação trabalhista do pós-golpe que autoriza a retirada de direitos. A lei 13.467, de novembro de 2017, foi gestada e aprovada pelos empresários, dentre eles os bancos.

    “Essa primeira rodada de negociação só confirmou a importância da mobilização dos bancários na defesa da CCT e da mesa única de negociação”, avalia Juvandia. “Queremos negociação com seriedade. Nossa CCT está em risco, assim como todos os direitos da categoria, inclusive nossa PLR e a mesa unificada nacional entre bancos públicos e privados”, alertou a dirigente.

    De janeiro a maio de 2017, foram 13.665 acordos e 1.985 convenções. Esse ano, com a mudança na lei, no mesmo período foram 3.782 (menos 72%) acordos e 327 convenções no país (menos 84%), segundo dados do Boletim Salariômetro, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

    O Comando apresentou uma proposta de calendário com datas para as próximas rodadas de negociação, mas os bancos marcaram somente para 12 de julho pela manhã, diante de dificuldades colocadas pela agenda dos negociadores. 
    “Deixamos com eles nossa proposta para que avaliem um calendário e reafirmamos nossa disposição de negociar”, reforçou Juvandia.

    Mobilização nacional
    Os bancários devem estar preparados para a luta que será ainda mais fundamental na Campanha Nacional 2018. Na quinta-feira (05), será realizado Dia Nacional de Luta em Defesa dos Bancos Públicos. E em 11 de julho, Dia Nacional de Luta em Defesa da CCT e dos direitos da categoria. Os bancários devem usar #TodosPelosDireitos e #AssinaFenaban para ajudar a pressionar os bancos também pelas redes sociais.
    Contraf-CUT