Geral

  • 27/09/2018

    Juventude sindical debate protagonismo político e comunicação

    II Oficina da Rede UNI Juventude Brasil reuniu jovens sindicalistas de várias entidades.


    Foto: SEEB Curitiba

    A II Oficina da Rede UNI Juventude Brasil, realizada na terça-feira, 25 de setembro, na Sede Campestre do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região, reuniu jovens sindicalistas de ao menos sete entidades dos ramos bancário, de saúde e petroleiros, para debater a participação política da juventude, suas pautas e sua representatividade, além de formas específicas de comunicação e mobilização dos jovens. O encontro contou com a presença do historiador André Machado e da blogueira Cynara Menezes, a Socialista Morena. A oficina, que teve a temática Comunicação com a Juventude, é resultado de construção coletiva da Rede UNI Juventude iniciada em fevereiro deste ano.

    “O país atravessa um momento dos mais delicados. Vivenciamos um golpe, que alcançou parte dos seus objetivos como, por exemplo, a reforma trabalhista, que aniquilou direitos dos trabalhadores e afeta diretamente os jovens, que passaram a ter ainda mais dificuldade para conseguir um emprego formal. Nesse momento, é fundamental que a juventude esteja organizada e mobilizada para reverter os retrocessos do último período e impedir novos passos para trás. Os debates e trocas da Oficina contribuem muito nesse sentido”, avalia a dirigente do Sindicato e vice-presidenta de Juventude Uni América, Lucimara Malaquias. 
    “A juventude está tendo papel fundamental na resistência ao golpismo, à intolerância, aos retrocessos. Nossa organização está avançando e estamos empolgados com a cota de 10% aprovada no 5º Congresso Mundial da UNI Global Union, realizado em junho, em Liverpool, na Inglaterra, que já está sendo implementada nos fóruns da UNI”, acrescenta.

    Márcio Vieira, 1º suplente do Comitê Executivo de Juventude da América, destacou os desafios enfrentados pelo movimento sindical para atrair a juventude e apontou o principal tema da Oficina, a comunicação, como o caminho para gerar identificação. “Os desafios são grandes diante de um cenário de incertezas, estamos próximo de um caminho para novas parcerias com objetivo de intensificar e compreender a fundo a linguagem dos jovens, permitindo assim uma identificação e, com isso, o aumento das nossas sindicalizações. Queremos que os jovens participem e sejam protagonistas nas conquistas da sua categoria.”

    Já Katlin Salles, titular no Comitê Executivo da Juventude e coordenadora da UNI Rede Juventude Brasil, destacou que a Uni Juventude por meio de atividades como a Oficina busca dar aos jovens protagonismo nas lutas do movimento sindical. 
    “Vencer desafios é vencer o medo, a dúvida, a incerteza, o desânimo, a incredulidade, quebrar tabus e superar cada obstáculo que se colocar à sua frente. É vencendo os desafios, sendo ser perseverante na batalha do dia a dia, rompendo as barreiras, principalmente da comunicação, que foi um dos debates na Oficina, que o coletivo da rede Uni Juventude vai objetivando a busca por espaço e a luta pelas pautas do jovem estudante, trabalhador, pai, mãe... O jovem quer participar da construção do projeto e não somente receber o projeto para levantar a prédio. Por isto, juventude do meu Brasil varonil, lute com toda força e lealdade”, conclama.

    “É muito recompensador ver o quanto o coletivo da juventude vem avançando nesses últimos dois anos. Depois de meses organizando, concluímos a II Oficina da Uni Juventude Brasil com a certeza que o envolvimento de cada jovem que participou foi fundamental para aprofundarmos os debates e encorajar cada um sobre os desafios que ainda temos pela frente”, conclui Daniele Miyachiro, secretária de atas da UNI Juventude Brasil.

    Também estiveram presentes na II Oficina da Rede UNI Juventude Brasil os bancários Karen Souza, Bruno Caetano, Fernanda Reis, Fernanda Lopes, Francisco Plugliesi e Marcos Amaral.

    SP Bancários