Geral

  • 17/10/2018

    Centrais Sindicais entregam manifesto de apoio a Haddad

    Candidato do PT é o que mais se alinha com a defesa dos trabalhadores.

    Foto: Ricardo Stuckert

    Os presidentes de sete centrais sindicais entregaram na tarde desta quarta-feira, 10 de outubro, em São Paulo, um manifesto ao candidato à Presidência da República Fernando Haddad (PT) de apoio à sua eleição. Os sindicalistas acreditam que o petista é o que melhor representa a defesa dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras e do fortalecimento da democracia neste momento tão delicado pelo qual o país atravessa.

    Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, defender Haddad na Presidência da República é resguardar os direitos trabalhistas e a soberania nacional. Segundo o sindicalista, Jair Bolsonaro (PSL) defende o projeto dos patrões e de Temer, contrário à classe trabalhadora.

    “Os trabalhadores e trabalhadoras viveram o seu melhor momento no governo Lula, e Fernando Haddad vai ao encontro do mesmo projeto do ex-presidente, que é o da criação de empregos e a carteira de trabalho assinada”, defende Vagner. “Já o candidato do PSL aprovou a terceirização e a reforma trabalhista. Por isso, eu e os demais presidentes das centrais defendemos Haddad na Presidência da República”.

    O ato de apoio ao candidato do PT, intitulado “Movimento Sindical em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores e da Democracia”, aconteceu com a presença de Haddad e da candidata à vice, Manuela D’Avilla (PCdoB), no bairro da Liberdade, em São Paulo.

    Leia a íntegra do manifesto:

    Somente juntos conseguiremos defender a democracia, a soberania nacional e a valorização do trabalho e da classe trabalhadora.

    Movimento sindical em defesa dos direitos trabalhistas e da democracia

    PORQUE DEVEMOS ELEGER HADDAD?
    Em 28 de outubro teremos uma eleição decisiva para o futuro da classe trabalhadora brasileira. De um lado, Fernando Haddad, um candidato comprometido com a democracia, os direitos sociais e a soberania nacional. Do outro, um candidato que encarna o autoritarismo, a desnacionalização da economia e a extinção dos direitos sociais e trabalhistas, com consequências diretas na vida dos trabalhadores e das trabalhadoras, como desemprego, a precarização do trabalho, redução dos direitos e da qualidade de vida.

    O programa de governo de Haddad está em sintonia com os interesses da Nação e do nosso povo. Propõe a revogação da reforma trabalhista e da Emenda Constitucional 95, que congelou os investimentos públicos por 20 anos. Propõe a retomada do desenvolvimento e crescimento econômico, com distribuição de renda, inclusão e justiça social e redução do desemprego. Defende o fortalecimento e a valorização da agricultura familiar e do salário mínimo, o combate da precarização do mercado de trabalho, a democratização dos meios de comunicação e uma política externa soberana.

    Haddad está comprometido com a valorização das estatais, das empresas e bancos públicos, redução dos juros, isenção do imposto de renda para trabalhadores e trabalhadoras que ganham até cinco salários mínimos e de impostos para os mais pobres, manutenção da Previdência Social como política pública e a valorização das aposentadorias. O fim das privatizações e a valorização de todo setor energético, com a consequente redução das tarifas de combustíveis, luz e gás, também são compromissos já firmados.

    É Fernando Haddad que, eleito, garantirá a mudança que o povo reclama e anseia: educação e saúde públicas de qualidade para toda a população, moradia, segurança, democracia, soberania e bem-estar social.

    Por todas essas razões, as centrais sindicais brasileiras estarão unidas neste segundo turno com Fernando Haddad. E com a certeza de que Haddad é o melhor candidato, convocamos a classe trabalhadora e o povo brasileiro a participar da campanha e votar para eleger Haddad o próximo presidente do Brasil

    Somente juntos conseguiremos defender a democracia, a soberania nacional e a valorização do trabalho e da classe trabalhadora.

    Vagner Freitas, presidente da CUT
    Miguel Torres, presidente da Força Sindical
    Ricardo Patah, presidente da UGT
    Adilson Araújo, presidente da CTB
    Antonio Neto, presidente da CSB
    José Calixto Ramos, presidente NCST
    Edson Índio, secretário-geral da Intersindical
    São Paulo, 10 de outubro de 2018