Itaú

  • 01/02/2018

    Mobilização nacional: Bancários paralisam agência do Itaú

    Ato foi contra as investidas do banco em não cumprir os acordos ainda vigentes.


    Foto: Joka Madruga/SEEB Curitiba

    Nesta quinta-feira, 01 de fevereiro, a agência do Itaú Marechal Deodoro, em Curitiba, ficou paralisada até as 13h00. A mobilização integrou o Dia Nacional de Lutas, com protestos em todo o País contra as ameaças de descumprimentos por parte do banco à Convenção Coletiva de Trabalho, em vigor até 31 de agosto de 2018. “Algumas mudanças que o Itaú vem sinalizando que irá implantar retiram direitos que estão garantidos pelos acordos assinados”, explica Ana Fideli, representante do Paraná na COE/Itaú.

    Segundo Ana, durante a paralisação, foram abordados os principais impactos negativos da Reforma Trabalhista e os bancários foram alertados sobre as investidas do banco em descumprir os acordos. “O Sindicato deve ser informado imediatamente caso ocorra alguma irregularidade. Podem contar conosco para fazer valer os direitos garantidos!”, acrescenta.

    O que está acontecendo
    O Itaú ja informou, através de seu diretor de RH e Relações Sindicais, Sergio Farjeman, que as homologações não serão mais feitas nos Sindicatos. Em dezembro, o banco também havia tentado promover alterações com relação à definição da data e período de férias. Havia estipulado que seus departamentos Jurídico e de RH definiriam novas regras de acordo com as mudanças da lei trabalhista.

    “Conseguimos reverter a decisão sobre as férias. Agora, chega a informação sobre as homologações, que deixa o trabalhador sem o respaldo dos Sindicatos para a conferência dos valores a serem pagos pelo banco. Se não mostrarmos nosso descontentamento, após o término da vigência da nossa Convenção Coletiva, o banco vai querer retirar todos os direitos que ela garante”, disse Jair Alves, coordenador da COE/Itaú.

    "A homologação da rescisão no Sindicato é fundamental para garantir todos os direitos do trabalhador. Muitas vezes, já tivemos casos de valores de multa não considerando o total do FGTS recolhido durante o contrato de trabalho, necessidade de anotações ou ressalvas na carteira de trabalho ou mesmo bancários demitidos em período de estabilidade, adoecido ou em tratamento de saúde", acrescenta Ana Fideli.  

    Só a luta garante
    As negociações para a próxima Campanha Nacional também já foram iniciadas. “Nos antecipamos com as negociações para buscar evitar perdas. Com a nova lei trabalhista, se não assinarmos um novo acordo até o final da vigência da convenção atual, podemos amanhecer no dia 01 de setembro sem nenhum direito garantido, desde férias contínuas de 30 dias, vale-refeição até PLR e todos os demais direitos que hoje temos. Por isso, temos que estar atentos e mobilizados”, explicou o coordenador da COE/Itaú. "Se toda a categoria não se mobilizar agora, logo todos os bancos retirarão nossos direitos. Temos de nos unir para nos defender uns aos outros”, disse Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT.

    Renata Ortega SEEB Curitiba, com informações da Contraf-CUT