Itaú

  • 26/07/2018

    Bancários cobram mudanças no SQV do Itaú

    Sindicato solicita que funcionários enviem informações, elogios e críticas ao programa.


    Foto: Contraf-CUT

    A Comissão de Organização dos Empregados (COE/Itaú) se reuniu com o Itaú na terça-feira, 24 de julho, para obter informações sobre o Score de Qualidade nas Vendas (SQV). O objetivo era entender porque tantos trabalhadores estão sendo penalizados após a implantação do sistema, muitas vezes sem ao menos saber o porquê da punição. Os bancários também questionaram a transparência e apontaram possíveis contradições entre as metas definidas no Programa Agir e os objetivos e práticas decorrentes da aplicação do SQV. 

    "Alertamos sobre a deterioração da saúde dos trabalhadores sujeitos a esta combinação Agir versus SQV, pois ficam em dúvida se devem  ou não ousar no cumprimento das metas abusivas e ter a possibilidade de receber uma punição registrada pelos critérios do SQV. O ambiente de trabalho mudou muito neste primeiro semestre de 2018 com a plena implantação deste programa", relata José Altair Sampaio, representante do Paraná na COE/Itaú. “Questionamos também o impacto que o SQV gera nos programas próprios de participação nos resultados para os funcionários, uma vez que se trata de um sistema que analisa a performance”, completa Jair Alves, diretor da Contraf-CUT e coordenador da COE/Itaú.

    Segundo o Itaú, o programa foi implementado para melhorar a qualidade das vendas
    Uma central proativa liga para os clientes para confirmar, ou não, o interesse na aquisição do produto ou serviço já adquirido. No caso de não confirmação, a venda é cancelada e o funcionário que a realizou passa a ter pontos negativos decorrentes da verificação, os quais são computados mensalmente e tem validade de 12 meses.

    Após as explicações, os representantes dos trabalhadores solicitaram ao Itaú que a pontuação negativa 
    atribuída a cada trabalhador seja divulgada mensalmente de forma individualizada e sigilosa. O banco ficou de avaliar a sugestão. 

    “Com essas informações fornecidas pelo banco, os Sindicatos irão até às unidades de trabalho para confrontar com as impressões dos funcionários que vivem o dia a dia do trabalho nas agências e são avaliados pelo sistema”, afirma Jair Alves. O dirigente avalia que é um avanço um sistema que
    inibe as vendas casadas, uma luta antiga do movimento sindical, que discorda da prática de “empurrar” produtos para os clientes para atingir as metas abusivas de vendas que os bancários são obrigados a cumprir. Porém, essa inibição não pode se dar com a penalização dos trabalhadores.

    Informe ao Sindicato
    O Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região solicita aos trabalhadores do Itaú que enviem informações, elogios, críticas e demais sugestões sobre o SQV para o WhatsApp (41) 99989-8018 ou para o e-mail juridico@bancariosdecuritiba.org.br.

    SEEB Curitiba, com informações da Contraf-CUT