Caixa Econômica

  • 09/02/2018

    Comitê define ações para defesa da Caixa pública em 2018

    Entre as iniciativas previstas estão a elaboração de carta-compromisso aos candidatos de 2018.

    Os representantes do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas reunidos nesta quarta (07), na sede da Fenae, em Brasília, definiram uma série de ações para ampliar e fortalecer a luta pelo banco público. Entre as iniciativas previstas para o ano estão a elaboração de carta-compromisso aos candidatos que concorrerão às eleições de outubro, vinculando a manutenção da Caixa ao desenvolvimento do Brasil.

    Também será feita a divulgação da campanha Defenda a Caixa você também com a presença de personalidades e denúncias sobre as intervenções do Ministério da Fazenda na gestão da instituição, já que agora, com o novo estatuto, questões como acordos coletivos, PLR, contratações e Saúde Caixa passam a ter que ser aprovadas pelo Conselho de Administração, majoritariamente composto por integrantes desta pasta.

    “A defesa da Caixa precisa estar vinculada à defesa da democracia”, afirmou a coordenadora do comitê, Rita Serrano. Ela ressaltou, ainda, que a sobrevivência da Caixa em um futuro próximo vai depender da situação política do País e de um projeto de governo.

    Dentro dessa perspectiva, foi aprovada ainda a realização de um ato ou seminário em defesa da Caixa dentro do Congresso Nacional, buscando assim unir a luta pela manutenção do banco 100% público com a defesa da democracia, da cidadania e da justiça social. Na avaliação dos participantes do encontro, seja qual for a conjuntura predominante no País, o caráter 100% público da Caixa precisa ser reafirmado cada vez mais.

    Balanço
    Num balanço das ações promovidas pela campanha Defenda a Caixa você também, os integrantes do comitê consideram produtivos os resultados até então obtidos. Nessa etapa de intensificação, o foco central será a valorização dos empregados do banco, associado ao cenário eleitoral de outubro, com uma proposta de plano de governo preocupada com a democracia brasileira.

    Para o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira, a falta de empregados é um problema crônico que tende a se agravar com o enxugamento cada vez maior da empresa. “A mobilização pela contratação de mais empregados é uma estratégia que anda de braços dados com a manutenção da Caixa 100% pública e com a luta contra os ataques às empresas estatais e aos bancos públicos”, pontuou.

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