Caixa Econômica

  • 25/05/2018

    Caixa lucra R$ 3,191 bilhões no 1º trimestre de 2018

    Enquanto isso, o banco encerrou 4.794 postos de trabalho em relação a março de 2017.

    A Caixa lucrou R$ 3,191 bilhões no 1º trimestre de 2018, com um crescimento expressivo de 114,5% com relação ao mesmo período de 2017. O aumento do lucro foi gerado, principalmente, pela redução de 39% nas despesas de intermediação financeira, com destaque para a redução com despesas de captação de recursos que apresentaram queda de 49% e as despesas de provisão para devedores duvidosos com queda de 28%.

    O banco conta atualmente com 86.334 empregados, ou seja, fechou 4.794 postos de trabalho em relação a março de 2017. Em 23 de fevereiro de 2018, a Caixa lançou um novo PDVE com a expectativa de atingir 2.964 trabalhadores. O banco ainda não apresentou informações sobre qual foi o total exato de adesões a esse plano. Foram fechadas 25 agências, 18 lotéricos e 1.595 Correspondentes Caixa Aqui.

    "A pergunta que fica é: a que custo a Caixa tem alcançado esse lucro? E a resposta nós sabemos: às custas da saúde e da vida dos funcionários que ainda permanecem no banco", pontua Genesio Cardoso, dirigente sindical. Desde que a Caixa começou a promover PDVEs sem repor as vagas com novas contratações, o Sindicato dos bancários e Financiários de Curitiba e região recebe, diariamente, denúncias e reclamações de empregados que estão sobrecarregados, de agências sem pessoal para atender adequadamente a população e adoecimentos.  

    Clique aqui e veja os destaques do Dieese.

    Números
    A carteira de crédito atingiu, aproximadamente, R$ 700,2 bilhões, com queda de 2,1% em doze meses. A Carteira Comercial Pessoa Física (PF) teve queda de 11,5% em doze meses, atingindo, aproximadamente, R$ 90,8 bilhões. A Carteira Comercial Pessoa Jurídica (PJ), apresentou queda maior (-25,2%), somando R$ 65,0 bilhões. A carteira para habitação cresceu 4,9%, num total de R$ 433,1 bilhões. E a carteira de infraestrutura cresceu 4,7%, totalizando R$ 82,7 bilhões. A taxa de inadimplência para atrasos superiores a 90 dias foi de 2,9%, com redução de 0,07 p.p.

    As receitas de prestação de serviços e com tarifas bancárias cresceram 6,2%, totalizando R$ 6,4 bilhões. Já as despesas de pessoal, considerando-se a PLR, apresentaram queda de 4,6%, atingindo R$ 5,6 bilhões, enquanto que, se excluída a PLR, a queda seria de 12,5% em relação ao primeiro trimestre de 2017. O que explica essa queda é a redução de gastos com salários dos funcionários da ordem de 15% em doze meses. Com isso a cobertura das despesas de pessoal pelas receitas secundárias do banco foi de 113,4%.

    SEEB Curitiba, com informações da Contraf-CUT