Caixa Econômica

  • 17/10/2009

    Sindicato esclarece sobre a greve na Caixa

    Sindicato esclarece sobre a greve na Caixa

     Movimento grevista chega ao 26º dia na segunda-feira. Bancários repudiam atitude da Caixa em recorrer ao TST.

     

    Em relação ao movimento grevista deflagrado no dia 23 de setembro em todos os bancos do país, e mantido nas unidades da Caixa Econômica Federal a partir do dia 08 de outubro, o Sindicato dos Bancários de Curitiba e região esclarece:

    Uma decisão de assembleia, no dia 08, aprovou a manutenção do movimento grevista na Caixa Econômica Federal e rejeitou a proposta apresentada pela instituição financeira.
     
    A Caixa expôs nova proposta no último dia 13. Reunidos em assembleia, cerca de 400 bancários deliberaram sobre esta proposta de acordo no dia 14. A base de Curitiba e região a rejeitou e aprovou a manutenção da greve. Desde então, a Caixa Econômica Federal não apresentou qualquer mudança nesta proposta, o que significa que, não há razão em se repetir a votação realizada na última quarta-feira (14) se não existe alteração no teor.
     
    A Caixa, no entanto, continua utilizando-se da sua rede comunicação interna (Caixa-mail), para tentar gerar insegurança e confusão em seus trabalhadores, apropriando-se inclusive de conquistas históricas do movimento sindical, afirmando que são benefícios concedidos pela empresa. Tal atitude fere todos os princípios de quem pretende fazer uma negociação transparente e baseada na boa fé.
     
    Sobre o correio eletrônico que circulou na Caixa nos últimos dias, com um quadro comparativo entre propostas, a preciso esclarecer que a proposta atual da empresa é a mesma rejeitada em assembléias de todo o país no último dia 14. Portanto, não cabe ser novamente votada. O Sindicato salienta ainda que a assembleia é soberana, é ela que define os rumos da campanha salarial e o posicionamento de toda a base de Curitiba e região. Desta forma, reuniões realizadas nos locais de trabalho não são legítimas para tomar decisões que interferem diretamente em toda a categoria.
     
    No dia 15 de outubro, a Caixa Econômica Federal ajuizou um pedido de dissídio coletivo contra a greve dos empregados no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Para o Sindicato, a ida da Caixa ao TST representa um grande retrocesso na dinâmica de negociação e na relação da empresa com o movimento sindical bancário. A Caixa em seu pedido de liminar não discute os índices, mas pedia ao TST que considerasse a abusividade da greve.
     
    No dia 16, o vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro João Oreste Dalazen, indeferiu a liminar da Caixa Econômica Federal, que solicitava a declaração de abusividade da greve dos trabalhadores da empresa, e marcou audiência de conciliação e instrução para o dia 21 de outubro, às 9h, em Brasília.

    Nos processos de dissídio coletivo, a primeira etapa é a tentativa de conciliação, quando as partes sentam-se à mesa de negociação junto com o ministro-instrutor e tentam chegar a um acordo. 
     
    Não havendo entendimento, ou caso as partes rejeitem eventual proposta formulada pelo TST, o processo será encaminhado a um relator sorteado, a quem caberá examiná-lo e levá-lo a julgamento pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho.
     
     
    Patricia Meyer Seeb Curitiba