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  • 30/08/2017

    Contraf-CUT negocia PPR com Banco Pan

    Trabalhadores cobram transparência e divulgação do banco sobre metas e avaliações.
    Contraf-CUT negocia PPR com Banco Pan
    (Foto: Contraf-CUT).

    A Contraf-CUT se reuniu, no dia 24 de agosto, com o Banco Pan para debater os impactos da Reforma Trabalhista e a renovação do Programa de Participação nos Resultados (PPR) para a base de São Paulo, além da inclusão da base de Curitiba no programa, solicitado pela diretora Katlin Salles, do Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba e região. 

    A proposta do banco para 2017/2018 é nacional e inclui todos os trabalhadores da área comercial, que foram enquadrados na categoria bancária no final do ano passado. Para o coordenador das Financeiras da Contraf-CUT, Jair Alves, ainda há muitas diferenças nos valores pagos pelo programa. “Após analisar os relatórios, notamos que os cargos inferiores ainda recebem valores muito reduzidos e, nesse sentido, apontamos a necessidade de elevar o piso e reduzir o teto do programa para que a distribuição fique mais justa”, afirmou.

    A reunião contou com a presença do dirigente e funcionário da área comercial do Banco Pan, João Possebon Neto, que avaliou a realidade dos trabalhadores e apontou os principais problemas, dentre eles, o vale-combustível, que não é reajustado há mais de cinco anos e precisa ser adequado a região e ao gasto efetivo para os negócios.

    Jair informou que uma nova reunião será marcada para setembro. “Precisamos negociar, pois o banco pretende fazer uma antecipação desse programa, até 30 de setembro, com a intenção de fazer o pagamento junto com a PRL da Convenção Coletiva”, afirmou. “A Contraf-CUT cobra a transparência e divulgação para que todos os funcionários entendam as metas e avaliações, principalmente o público da área comercial, que está ilegível pela primeira vez”, disse Jair. O banco se comprometeu a rever os pesos das avaliações de modo a reduzir as metas individuais e aumentar o peso das coletivas.

    Impactos da Reforma Trabalhista
    O Banco Pan apresentou um mapeamento das admissões e demissões, ocorridas durante o primeiro semestre de 2017, e antecipou que não haverá fechamento de departamentos. Os trabalhadores cobraram o compromisso em manter a categoria posicionada sobre qualquer mudança ou implementação que aconteça dentro da empresa.

    "Observamos que há constantes alterações, mudanças de funções e setores, bem como alteração nas metas impostas. A falta de informação para os trabalhadores é generalizada, com metas complicadas de atingir, de vários produtos. Queremos transparência e justa distribuição de renda no PPR", avalia a dirigente Katlin Salles.

    Contraf-CUT

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