Banco do Brasil

  • 14/11/2012

    BB garante diálogo na reestruturação do CSO e do CSL

    BB garante diálogo na reestruturação do CSO e do CSL

    Em negociação ocorrida na tarde desta terça-feira (13) com a Contraf-CUT, federações e sindicatos, em Brasília, o Banco do Brasil se comprometeu, através da Dinop, a dialogar com sindicatos e federações nos estados onde haverá mudanças no processo em curso de reestruturação do Centro de Suporte Operacional (CSO) e do Centro de Suporte e Logística (CSL).

     

    "A experiência tem nos mostrado que onde as entidades sindicais acompanham, opinam e interferem nos processos, os bancários sofrem menos problemas e as garantias são maiores aos trabalhadores", afirmou William Mendes, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB, que assessora a Contraf-CUT nas negociações com o banco.

     

    "O banco está mais uma vez fazendo reestruturações que afetam a vida de centenas de trabalhadores e não contatou as entidades sindicais para acompanharem os casos", destacou William, que também é secretário de Formação da Contraf-CUT.

     

    A Dinop informou às entidades sindicais que nenhum prefixo será fechado. Durante o processo de mudança, haverá um aumento de unidades pelo país. Serão 17 regionais e 12 centros localizados em diversas unidades da federação e que o foco da reestruturação é qualificar os processos e as pessoas envolvidas. Segundo o banco, algumas unidades ganham serviços e outras perdem, mas que todas terão processos específicos a realizar.

     

    Outra informação dada pela Dinop é que a reestruturação não é baseada em cortes orçamentários e que, por isso, o processo não será realizado de forma rápida, podendo se estender por uns dois anos.

     

    As entidades reivindicaram mais transparência nos processos de reestruturação e que os trabalhadores, através de suas entidades, saibam com antecedência de tais mudanças que sempre afetam a rotina e estrutura de vida dos envolvidos.

     

    Liberação para reuniões dos conselheiros da Cassi na ativa – A Contraf-CUT e a diretora eleita para Planos de Saúde e Relacionamento com Clientes da Cassi, Mirian Fochi, protocolaram um ofício ao BB, reivindicando a liberação dos conselheiros dos Conselhos de Usuários da Cassi de todas as unidades do país, que estão lotados em agências e departamentos, para as reuniões mensais dos conselhos.

     

    Clique aqui para ler a carta entregue ao BB.

     

    "Até hoje, eles não têm o direito de participar e contribuir nas reuniões", disse William. Foi solicitado que se crie um código de liberação para esses conselheiros que estão na ativa.

     

    Além de Mirian, participou da entrega do ofício o conselheiro deliberativo eleito da Cassi, José Adriano Soares de Oliveira.

     

    Relação com BB piorou na atual gestão da Dipes – William apontou diversos problemas de assédio moral e discriminação por parte do BB aos funcionários que fizeram a greve e conquistaram os direitos para a categoria na Campanha Nacional dos Bancários 2012.

     

    O banco ultrapassou todos os limites da razoabilidade na perseguição dos grevistas neste ano. "É o pior assédio nos últimos anos sobre compensação das horas da greve", denunciou o dirigente sindical.

     

    A Contraf-CUT e as entidades sindicais já estão tomando todas as medidas cabíveis para defender os trabalhadores. A Confederação fez inclusive representação ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

     

    As entidades sindicais cobraram também o banco sobre vários problemas causados nos últimos meses a partir da Dipes, como a suspensão das posses de concursados prejudicando cidadãos que já estavam em fase de qualificação para assumir no banco e a supressão unilateral da verba de aprimoramento apresentada como proposta aos bancários em 2011 (R$ 215).

     

    "Ao invés de buscar amenizar os conflitos entre o banco e os funcionários no pós greve, o que enfrentamos até agora foram atitudes descabidas do banco com pressão e assédio, o que é inaceitável", criticou William.

     

    Programa de Aprimoramento dos Funcionários (PAF) – Após a apresentação do banco do novo programa implantado no último dia 7, as entidades sindicais deixaram bem claro que o banco suprimiu o direito que os bancários tiveram até 2011.

     

    "Ele nada mais é do que um novo programa de treinamento da empresa. Dessa maneira, deveria ser feito dentro do horário de trabalho e pontuado no TAO", disse William.

     

    "O programa tem suas qualidades, mas não tem nenhuma relação com o direito suprimido da verba de aprimoramento que havia antes. O banco economiza R$ 14 milhões por ano e muda completamente a característica do programa. Novamente o BB faz tudo unilateralmente sem ouvir os trabalhadores", protestou o dirigente sindical.

     

    Outras questões cobradas do BB – Os dirigentes sindicais também cobraram respostas do banco para outras demandas dos funcionários.

     

    Jornada de 6 horas – Foi cobrado que o banco se reúna com as representações dos trabalhadores para debater o novo plano de funções comissionadas de 6 horas antes da implantação até janeiro de 2013.

     

    Posse dos novos funcionários – Após dar o exemplo da agência de Altamira, no Pará, onde falta funcionário na dotação e ampliação de vagas, e da necessidade de contratação de mais bancários em diversas regiões do país, foi cobrado que o banco acelere a chamada e posse de novos concursados.

     

    Represente dos funcionários no Conselho de Administração do BB – A Contraf-CUT cobrou do banco uma mesa de negociação para definir o processo de eleição do representante dos funcionários e estabelecer calendário do processo eleitoral, atendendo à legislação em vigor.

     

    Segurança bancária – As entidades sindicais denunciaram o processo de redução de vigilantes nas dependências do BB. William lembrou ao banco que tal fato é muito ruim, haja vista que a Contraf-CUT e a Fenaban estão discutindo a implantação de um projeto-piloto de segurança bancária. O BB ficou de verificar a situação.

     

    "Atos de gestão" – As entidades sindicais criticaram o banco e cobraram o fim dos descomissionamentos por "atos de gestão". Os bancários conquistaram o direito às três avaliações no acordo coletivo e o banco tem criado subterfúgios para prejudicar e perseguir os funcionários. Os sindicatos seguirão defendendo os trabalhadores tanto com ações sindicais quanto com demandas judiciais.

     

    PLR 2012 – A Contraf-CUT pediu ao banco que responda o ofício enviado pela entidade há algumas semanas, cobrando esclarecimentos sobre o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) do primeiro semestre de 2012, principalmente em relação ao Módulo Bônus.

     

    "As entidades querem verificar se a abrangência do pagamento respeitou a série histórica dos últimos semestres, conforme consta no acordo", ressaltou William.

     

    O BB prometeu encaminhar uma resposta prestando os esclarecimentos solicitados. 

     

    Contraf-CUT