Banco do Brasil

  • 19/11/2012

    Sindicato encaminha denúncia contra BB ao MPT

    Sindicato encaminha denúncia contra BB ao MPT
    Sindicato encaminha denúncia contra BB ao MPT

    BB AMEAÇA FUNCIONÁRIOS QUE NÃO COMPENSAREM INTEGRALMENTE AS HORAS PARADAS. BANCÁRIOS JÁ FIZERAM REPRESENTAÇÃO NO MPT

     

    O Sindicato dos Bancários de Curitiba e região encaminhou à Procuradoria do Ministério Público do Trabalho (MPT-PR) as denúncias de assédio moral e abusos de gestores contra os funcionários, em decorrência da cobrança da compensação das horas de greve que vem acontecendo no Banco do Brasil. Uma audiência com o MPT aconteceu nesta segunda-feira, 19 de novembro.

     

    Na semana anterior, a Contraf-CUT também já havia entrado com uma representação contra o banco  no MPT, denunciando a instituição por prática antissindical, má-fé e perseguição aos trabalhadores que exerceram seu legítimo direito de greve.

     

    “Exigimos a responsabilização do BB e dos gestores que estão cometendo os abusos”, destaca Pablo Diaz, diretor do Sindicato.

     

    Desde o fim da campanha salarial, o BB vem fazendo ameaças aos funcionários grevistas quanto a compensação das horas não trabalhadas, desrespeitando a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) – que prevê que as horas sejam compensadas em no máximo 2h diárias até 15 de dezembro, com anistia após a data. “As horas devem ser repostas de acordo com a disponibilidade do funcionário. A atitude do banco é de evidente assédio moral contra os bancários”, afirma Pablo Diaz.

     

    Em outubro, o BB editou um Boletim Pessoal, assinado por Carlos Eduardo Leal Neri e Carlos Alberto Araújo Netto, ameaçando os grevistas e dizendo que a recusa em repor integralmente as horas não trabalhadas seria analisada “sob aspecto disciplinar”. O banco ainda criou um documento de “convocação” para reposição das horas e os administradores obrigaram muitos funcionários a assinar. O Sindicato chegou a cobrar o fim das pressões em reunião com o gerente de Administração da Super Varejo, Sandro Grando, que se comprometeu a repassar o comunicado aos demais gestores.

     

    Também foram realizadas reuniões com os gestores do CSO Palladium, CSO Champagnat, CABB e CSL. No entanto, em muitos desses locais o problema persiste.

     

    Suspensão de direitos – O BB editou ainda um normativo interno que sugere a suspensão unilateral  de férias, abonos e licenças-prêmio que já haviam sido programadas e deferidas. O documento dizia: “Os afastamentos abonados previstos até 15 de dezembro (abonos, férias, licença-prêmio) deverão ser reavaliados, priorizando o pagamento do saldo de horas extras referentes aos dias não trabalhados”.

     

    A Contraf-CUT pediu a suspensão do normativo, mas somente após o Sindicato dos Bancários de Brasília conseguir na Justiça uma liminar, o BB anunciou que suspenderá o normativo. 

     

    Leia também: Bancários não devem assinar documento de compensação

     

    Flávia Silveira SEEB Curitiba