Banco do Brasil

  • 11/08/2017

    Lucro do BB cresce 67,3% e chega a R$ 5,2 bi no 1º semestre

    PLR aos funcionários será paga até 10 dias depois da distribuição de dividendos, prevista para 31/08

    Foto: Joka Madruga/SEEB Curitiba

    No 1º semestre de 2017, o Banco do Brasil obteve Lucro Líquido Ajustado de R$ 5,2 bilhões, que, de acordo com informações do Dieese, representa crescimento de 67,3% em doze meses e 5,3% se comparado ao 1º trimestre do ano. O relatório do banco demonstra impacto no lucro pelo aumento em 10% do rendimento com tarifas e pela redução de 5,7% da despesa de provisão para devedores duvidosos. 

    Outro aspecto do balanço financeiro é o fechamento de 10 mil vagas não repostas no período de um ano e, aliado à reestruturação, que fechou 543 agências no país e reduziu substancialmente a remuneração de milhares de trabalhadores que foram descomissionados e aposentadorias sem reposição, teve pequeno impacto no balanço, já que as despesas de pessoal reduziram somente 1,8%. 

    "Esse resultado do balanço demonstra que o BB não se preocupa nem com as condições de trabalho, nem com a qualidade do atendimento ao cliente, que seu único objetivo é o crescimento do lucro às custas de muito sofrimento para o bancário do BB, que está coagido a aceitar decisões unilaterais do banco e às custas dos clientes que estão pagando tarifas mais altas", avalia Ana Smolka, diretora do Sindicato.

    Mesmo com crescimento expressivo do lucro, o banco não poupa seus funcionários com medidas de corte de vagas e achatamento de salários. O balanço demonstra que a reestruturação é inexpressiva para garantir esse resultado financeiro. A condição de trabalho piorou, ficou mais precária, mas as metas só aumentam, como demonstra o resultado do empenho dos funcionários materializado no lucro que cresceu 67,3%. 

    "A divulgação do lucro e o relatório sobre o que gerou esse lucro mostram como é uma balela do banco essa história de que a reestruturação é estratégica para garantir o lugar do BB no mercado. Muito pelo contrário, na verdade, é uma mudança que vem atender os interesses do capital financeiro e deixa de incentivar o capital produtivo. Prova disso é a informação de que o banco está perdendo espaço no financiamento rural", alerta Ana Busato, diretora do Sindicato.

    Pagamento da PLR

    Conforme prevê o acordo aditivo com o BB, a primeira parcela da PLR será paga em até 10 dias após a distribuição de dividendos entre os acionistas, que está previsto para ocorrer dia 31 de agosto.   



    Paula Padilha SEEB Curitiba