Banco do Brasil

  • 13/06/2018

    Entenda porque a cobrança por família é o melhor para Cassi

    Fernando Amaral explica a falsa a ideia de que se arrecada mais cobrando por dependente.
    O bancário aposentado do Banco do Brasil Fernando Amaral (já foi diretor de Seguridade da Previ e representante dos funcionários no Conselho de Administração do BB, além de presidente do Sindicato dos Bancários do RJ, coordenador da Comissão de Empresa, vice-presidente e conselheiro deliberativo da Anabb) explica os diferentes modelos de rateio existentes e qual deles é o melhor para a Cassi. Segundo ele, existem três modelos básicos de forma de rateio:

    1) cobrança por pessoa (titular/dependente) com rateio por risco de uso geral;
    2) cobrança por pessoa (titular/dependente) por risco de uso por faixa etária; e
    3) cobrança por família (titulares) com rateio por faixa de renda.

    Nenhum dos 3 modelos arrecada mais do que outro. São modelos de rateio, para montantes projetados. É falsa a ideia de que se arrecada mais cobrando por dependente ou dos mais idosos, tanto quanto que a arrecadação será menor se cobramos por faixa de renda. Se temos que arrecadar R$ 4 bilhões, podemos faze-lo com os 3 modelos.

    A diferença está que, no primeiro modelo, a arrecadação dos R$ 4 bilhões imporá aos que ganham menos, um comprometimento de renda com Plano de Saúde maior do que para os que ganham mais, abrindo a possibilidade de eles não terem capacidade de pagamento para cuidar de todos os membros de suas famílias. Porém, o plano será sim sustentável para quem puder pagar

    No segundo modelo, a arrecadação dos R$ 4 bilhões imporá aos mais velhos um comprometimento de renda com Plano de Saúde maior do que para os mais jovens, abrindo a possibilidade de eles não terem capacidade de pagamento para manter Plano de Saúde para si e seu cônjuge. Porém, o plano será sim sustentável para quem puder pagar.

    Somente no terceiro modelo a arrecadação dos R$ 4 bilhões pode ser feita com comprometimento de renda igual para todos, para cobrir a atenção à saúde para todos os membros de todas as famílias. Importante notar que o terceiro modelo de rateio, que apelidamos de modelo da solidariedade, permite ao plano ter taxa de inadimplência ZERO, taxa de rotatividade ZERO e perda de usuários ZERO. Além disso, esse é o modelo que permite ter como usuários todos aqueles que entraram no plano ainda jovens.

    Por fim, vale lembrar que todas as empresas gostariam ter um negócio com clientes por 60 anos, sem inadimplência e sem que perdessem qualquer cliente. Os planos privados só não arrecadam o que precisam, cobrando por percentual sobre a renda dos usuários por que não podem. E não podem por um motivo simples. Isso só é possível quando os usuários tem a mesma fonte de renda. E só as autogestões tem isso.

    Essa é uma vantagem comparativa que temos que alguns, com o raciocínio equivocado de que a maioria tem outro modelo (porque não podem ter esse), buscam copiar a maioria. E outros acreditam que mudar o modelo de rateio, por si só, aumenta o montante a ser arrecadado. Se o que estamos arrecadando é insuficiente, precisamos arrecadar mais, mas pelo modelo de rateio que permite a todos nós termos capacidade de pagamento para garantirmos a atenção à saúde para todos os membros de todas as nossas famílias.

    Assista ao vídeo:

    Fernando Amaral SEEB Curitiba