Banco do Brasil

  • 11/01/2019

    BB: Mourão, contradições entre o argumento e o fato

    O general argumenta que em governos anteriores, honestidade e competência não eram valorizados

    Com base no texto de Marcelo Auler (clique aqui para ler na íntegra), o vice-presidente, Hamilton Mourão, faz um jogo de palavras contando com o desconhecimento dos fatos sobre sua carreira e de seu filho. Em contrapartida se, de fato, houvesse perseguição, Mourão não teria assumido o comando do exército da região sul.

    Em nota, o general argumenta que em governos anteriores, honestidade e competência não eram valorizados. Na sequência, podemos analisar os fatos:

    - Trajetória de Mourão, ainda no segundo governo Dilma: Foi Vice-Chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército e, ao ser promovido ao último posto, Comandante Militar do Sul, entre 28 de abril de 2014 e 26 de janeiro de 2016.

    - Antônio Hamilton Rossell Mourão, filho do general Hamilton Mourão, obteve oito promoções nos governos anteriores.

    "A informação de que o bancário Antônio Hamilton Rossell Mourão, funcionário concursado do Banco do Brasil desde 9 de janeiro de 2001, não foi promovido durante os últimos governos por ser filho do general Hamilton Mourão não é verdadeira", afirma o jornalista Marcelo Auler, do Jornalistas pela Democracia. Auler diz que Rossell Mourão saltou três degraus hierárquicos no BB e recebeu, nada menos, do que oito promoções durante os governos Lula e Dilma. Assim como citado no texto, sobre a matéria da jornalista Madeleine Lacsko, do jornal Gazeta do Povo, do Paraná, sobre “Fim da mamata: filho de Mourão salta 3 degraus hierárquicos no BB”, onde o autor também recomenda a leitura.

    Promoções de Antônio Hamilton Martins Mourão:

    1 – 21 de janeiro de 2003: de Gerente de Expediente em Campo Novo, RS, para Gerente de Contas II na Asa Sul, DF;

    2 – 5 de março de 2003: Operador Financeiro Jr., já fora de agência e na estrutura do banco;

    3 – 9 de agosto de 2004: Analista Pleno na Diretoria de Agronegócio;

    4 – 14 de maio de 2007: Gerente Negocial na Superintendência de Varejo do BB em MS;

    5 – 18 de junho de 2007: Analista na mesma Superintendência no MS;

    6 – 21 de julho de 2008: Analista Sênior, de volta ao DF;

    7 – 10 de dezembro de 2012: Analista Sênior na Gerência de Negócios;

    8 – 28 de maio de 2013: Analista Empresarial na Gerência de Negócios;

    A começar pela transferência de Martins Mourão do Rio Grande do Sul para Brasília, ocorrida logo no primeiro mês do governo Lula, em 2003. Ele saiu do atendimento na agência de Campo Novo (RS), onde atuava como Gerente de Expediente, para o cargo de Gerente de Contas II em uma agência na Asa Sul, do Distrito Federal. Ficou nele apenas oito dias, sendo transferido, em seguida, para a função de Operador financeiro júnior, permanecendo fora das agências e da estrutura do banco.

    Em resumo, Marcelo avalia que as acusações do general vice-presidente não são respaldadas em fatos concretos, mas no imaginário deste atual governo que acha que os governos anteriores – sejam do PSDB, seja do PT– fizeram perseguições políticas.



    SEEB Curitiba Repórter Macelo Auler