Opinião

  • 20/11/2014

    Consciência negra e a realidade dos negros no sistema financeiro

    Consciência negra e a realidade dos negros no sistema financeiro

    O dia 20 de novembro representa a luta pela valorização dos negros e negras e reforça a bandeira da equidade na sociedade. Negar que existe desigualdade entre brancos e negros é ignorar dados que apontam as diferenças no mercado de trabalho. E exemplo disso está no II Censo da Diversidade realizado no setor financeiro neste ano: o resultado é alarmante.

    Segundo o levantamento feito entre os bancários nos meses de março e maio de 2014, apenas 24,7% são negros nos bancos do Brasil. Se comparar a população negra com o índice de bancários negros, a discriminação fica mais evidente, uma vez que 51% da população brasileira é negra, conforme dados do IBGE.

    Para se ter uma noção da diferença racial dentro dos bancos, observe ao ir a uma agência quantos negros trabalham na instituição ou se estão presentes na propaganda institucional espalhada nos banners e folders do banco, lembrando que mais da metade da população brasileira é negra.

    Infelizmente, a realidade da inclusão e da igualdade está longe do que nós dos movimentos sociais sonhamos. A luta pela valorização dos negros deve ser defendida, e para isso, a data do dia 20 de novembro vem para enfatizar que do jeito que está não está certo, não está de acordo.

    Políticas afirmativas, ações de valorização aliadas à bandeira da igualdade racial são pautas para o ano todo e, nesta data da consciência negra, nos faz reforçar o compromisso que cada um temos com a humanidade de sermos iguais e termos igualdade de oportunidade, o que infelizmente, não faz parte da nossa realidade no sistema financeiro, nos cargos de chefia das empresas privadas, na publicidade, no mercado de trabalho...

    Nossa luta continua!
     

    Arilson da Silva

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