O jornal Gazeta do Povo publicou nesta sexta-feira, 18 de outubro, notícia da Agência EFE, dizendo que o HSBC foi condenado nos Estados Unidos a pagar US$ 2,46 bilhões por fraude financeira, cometida no ano 2000. Confira:
EUA: HSBC é condenado a pagar US$ 2,46 bilhões por fraude financeira
Diretor executivo, o chefe financeiro e o responsável dos empréstimos ao consumidor da Household International teriam inflado artificialmente as receitas da empresa para aumentar seu valor e enganaram os clientes sobre a qualidade de investimentos
Um juiz de Chicago, nos Estados Unidos, condenou nesta quinta-feira uma subsidiária do banco britânico HSBC, a Household International Inc., a pagar US$ 2,46 bilhões em um processo coletivo por fraude financeira, cometida no início dos anos 2000.
De acordo com os documentos judiciais, o juiz do distrito norte do leste de Illinois, Ronald Guzman, decretou que o banco devia US$ 1,48 bilhões em danos e outros 986 milhões em juros aos mais de 10 mil litigantes do processo.
"Fomos capazes de mostrar no julgamento a arrasadora evidência da fraude dos acusados e demonstrar como os investidores sofreram como resultado", afirmou Mike Dowd, advogado principal da acusação, em declarações ao "Wall Street Journal".
Trata-se do maior processo coletivo nos EUA levado a julgamento, pois, na maioria das vezes, esse tipo de litígio é encerrado com um acordo entre as partes, antes de ser submetido à decisão do juiz.
A acusação afirmou que o diretor executivo, o chefe financeiro e o responsável dos empréstimos ao consumidor da Household International inflaram artificialmente as receitas da empresa para aumentar seu valor e enganaram os clientes sobre a qualidade de seus investimentos.
O banco britânico HSBC comprou a Household International em 2002, quando a companhia era a segunda maior em volume de empréstimos de alto risco para os credores.
A fraude ocorreu no princípio dos anos 2000 e, desde então, o processo estava em andamento.
Um porta-voz do HSBC afirmou que o banco londrino deverá recorrer da sentença.
Apesar disso, os bancários do HSBC no Brasil receberam um comunicado interno em que o banco afirma que está “no caminho certo” e se apresenta como “a mais valiosa do mundo entre os bancos”.
O Sindicato lamenta que, mesmo envolvido em escândalos internacionais que não param de pipocar pela imprensa em todo mundo, com fraudes, lavagem de dinheiro, envolvimentos com o narcotráfico, o HSBC siga fazendo este tipo de propaganda para seus funcionários, que sequer são tratados com o respeito que merecem e recompensados com a parte que lhes cabe desta “marca valiosa”.
Veja o comunicado interno do HSBC:
HSBC, a marca mais valiosa do mundo entre os bancos
Reconhecer oportunidades faz do HSBC um banco preparado para o futuro e contribui para que nossa Empresa seja reconhecida mundialmente. Uma amostra disso aconteceu recentemente: fomos considerados a marca mais valiosa do mundo no setor bancário pela consultoria Interbrand, promotora do ranking Best Global Brands 2013 (em tradução lteral: Melhores Marcas do Mundo 2013), ultrapassando o J.P. Morgam, que nos últimos três anos liderou o segmento.
Esse resultado mostra que estamos no caminho certo de consolidação da nossa estratégia como bando líder internacional. Avaliada em US$ 12,2 bilhões, com aumento de 7% em comparação a 2012, nossa marca está na 32ª posição do ranking geral, avançando uma posição em relação à avaliação anterior.
O site Interbrand destacou nossa atuação pioneira em alguns países, como a Tailândia, o suporte a pequenos investidores, a forte presença nos seis continentes e o posicionamento para o futuro como fatores fundamentais para a valorização da marca. Isso reforça a solidez e importância que o HSBC tem globalmente.
Seleção
Para estar presente no ranking é preciso preencher certos requisitos, como ser verdadeiramente global, estando em pelo menos três continentes, assim como ter ampla cobertura geográfica em mercados emergentes e apresentar dados sobre o desempenho financeiro.
Os critérios utilizados para mensurar o valor foram: o "papel da marca", ou seja, é mensurado como a corporação influencia o consumidor no processo de compra, a "força da marca", que destaca a capacidade que a empresa tem de demanda e ganhos futuros, além de caputrar a preferência do consumidor e garantir sua lealdade, e a análise dos resultados financeiros.
Divulgue esta conquista!